Vitória da força e da união dos trabalhadores da Bayer

Só conquista quem luta

Os trabalhadores da unidade de Camaçari da Bayer deram uma grande demonstração de união, capacidade de luta e negociação.

Foram 6 rodadas de negociações, com algumas lideranças locais da Bayer chegando a afirmar que a retirada do HTN (Hora de Trabalho Noturno) para fins de cálculo do PPR “era uma premissa da companhia e não voltava mais”.

Finalmente, a empresa reconheceu o equívoco que cometeu e apresentou uma proposta de evolução gradual do PPR dos trabalhadores de turno, com retorno do HTN para o cálculo do PPR e ganhos equitativos para todos os trabalhadores da companhia, independente do regime de trabalho.

Tal mudança de postura da companhia só foi possível graças à união dos trabalhadores, não só do turno, mas também do Administrativo, que se negaram a assinar um acordo que apresentava ganhos diferentes para turno e ADM.

Após a mudança de postura da empresa, construiu-se um outro clima de diálogo onde diversas alternativas foram estudadas por ambas as partes, buscando nivelar por cima e garantir que houvesse uma evolução para os trabalhadores do turno. Isso sem qualquer retrocesso para o Administrativo em relação à proposta já apresentada pela empresa, que era de um target de 14% da renda anual.

O resultado final poderá oscilar para mais ou para menos em função das metas globais. Supondo as metas no alvo e comparando a proposta atual com o acordo de 2019, a atual proposta mantem o aumento já apresentado para os trabalhadores em regime Administrativo, que passarão de 1,43 salários brutos para 1,87 salários brutos. Além disso, estabelece uma progressão para os trabalhadores de turno, que em 2020 passarão de 1,43 salários brutos para 1,61 salários brutos. O aumento segue para 1,73 em 2021 e, finalmente, igualando com o ADM em 1,87 em 2022.

Entendemos que houve avanços e que a mudança de postura da companhia demonstra que havia um erro e não uma intenção real de tratamento desigual dos trabalhadores. Entretanto, a percepção e o reconhecimento de que se tratava de um “erro” só foi possível graças à postura firme e coletiva dos trabalhadores em não aceitar o que antes fora considerado como “premissa”.

Reconhecendo que a atual proposta tem avanços para todos os trabalhadores e que, ao final do processo, todos terão o mesmo ganho em relação ao modelo anterior, o Sindiquímica acredita que chegamos a um ponto, com a vitória da força e da união dos trabalhadores.

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