Modelo econômico bolsonarista é de desmonte

O fim da isenção tributária para o setor químico: mais uma ação do governo Bolsonaro para o desmonte da soberania nacional.

A Medida Provisória 1034/2021, que tramita no Senado Federal, visa acabar com o Regime Especial da Indústria Química (Reiq) que garante isenção de impostos às indústrias do setor.

O Sindiquímica está apreensivo com a possível aprovação dessa medida, já que é estimada uma perda de pelo menos dez mil empregos diretos no estado da Bahia, caso a decisão seja voltar a cobrar esses impostos.

O Sindicato sempre teve uma posição crítica de que essa isenção não poderia ser sem contrapartida, servindo apenas para aumentar margem de lucros. Contudo, uma extinção abrupta, especialmente nesse momento conjuntural, pode tornar inviável alguns negócios.

Uma mudança tão precipitada, em um momento de grande desemprego por causa das restrições da pandemia, deixa cada vez mais evidente o plano bolsonarista de sucatear a indústria nacional e vender aos estrangeiros tudo o que for possível.

O neoliberalismo fascista comandado por Paulo Guedes só pensa em privatizar, internacionalizar e deixar de produzir no Brasil, um país continental, com grandes reservas de hidrocarbonetos, um dos maiores consumidores de químicos e gerador de tecnologia na área. Ao invés de estimular a produção nacional, buscam exportar a matéria-prima, destruindo a possibilidade de novos postos de trabalho.

Essa foi a aposta de boa parte do empresariado brasileiro e do setor industrial, capitaneado pela FIESP, que apoiou o golpe de 2016 e jogou todas as fichas nesta aventura bolsonarista, em 2018. Agora, todos os brasileiros sentem na pele (no bolso e no estômago) as consequências de terem embarcado nesta onda maldita.

A Região Metropolitana de Salvador é uma área que concentra uma alta quantidade de empresas do setor, por isso, representações sindicais, da Federação das Indústrias da Bahia (FIEB), do Comitê de Fomento Industrial de Camaçari (COFIC) e outras entidades se reuniram para discussão e elaboração de um documento que será entregue ao Governo Federal. O documento tem como objetivo mostrar o efeito negativos que essa iniciativa de fim do Reiq pode gerar para a região.

Importante destacar que essa ação poderá ter um efeito em cascata na cadeia produtiva, já que a indústria química produz matéria-prima para a indústria plástica que produz para construção civil, fábrica de brinquedos, montadoras de automóveis etc. Muitos negócios podem fechar e os que sobreviverem precisarão aumentar o preço para o consumidor final.

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