Greve na Tequimar –  Trabalhadores ameaçam paralisar atividades do Polo Petroquímico de Camaçari

 

Categoria está mobilizada contra abusos na Tequimar e planejam greve na unidade, que compromete o funcionamento de outras empresas do Polo. 

 

O Sindiquímica convoca os trabalhadores da Tequimar para Assembleias Gerais Extraordinárias que serão realizadas nas entradas e saídas dos turnos, administrativo e MR – Movimentação Rodoviária, a partir do dia 11 de outubro de 2021, na via principal de acesso ao Porto de Aratu (Codeba).

As assembleias integram a Campanha Salarial e têm como objetivo debater a proposta da empresa, em relação ao Acordo Coletivo 2021/2022, que insiste no reajuste de apenas 8%, abaixo da inflação, e a retirada do adicional de Hora Repouso Alimentação (HRA).

Em caso de impasse na negociação, assembleia pode autorizar o sindicato a encaminhar a notificação de greve dos trabalhadores, na forma da Lei.

A reação dos trabalhadores, que ameaçam paralisar as atividades na Tequimar/Ultra (Terminal Químico Aratu), no Polo Petroquímico de Camaçari, pode comprometer o funcionamento de empresas que dependem de matérias-primas e insumos do Porto da Tequimar.

Se não bastassem todos os problemas causados pela pandemia e pelo governo Bolsonaro, os trabalhadores da Tequimar têm vivido um clima tenso de assédios dentro da empresa.

Além da falta de segurança no ambiente de trabalho e do medo após o acidente ocorrido na unidade da Tequimar em Santos–SP, em maio de 2020, a direção da empresa na Bahia instaurou um clima de cobranças e excesso de trabalho, levando todos à exaustão. Falta total de consciência de que a empresa movimenta combustíveis e produtos inflamáveis derivados de petróleo, que são essenciais para o funcionamento do Polo Petroquímico.

Perdas e arrochos salariais – Mesmo não enfrentando problemas financeiros, a Tequimar/ Ultra quer impor perdas aos trabalhadores, ameaçando acabar com a HRA (Hora de Repouso Alimentação) e promover arrocho salarial com reajuste menor que a inflação.

As práticas de ameaça e de perseguição ao Sindiquímica, que defende os interesses dos trabalhadores, demonstram o desrespeito às leis trabalhistas e o não alinhamento com a administração moderna, que os acionistas da empresa gostam de propagar.

A categoria está mobilizada e planeja uma greve, caso a empresa não avance no diálogo e no atendimento às reivindicações dos trabalhadores. Participe das assembleias na entrada e saída dos trabalhadores.

 

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