A Bahiagás gera riqueza e empregos para a Bahia. Não à privatização

 

Com surpresa, a diretoria do Sindiquímica Bahia recebeu no dia 14/09, a publicação do edital de desestatização da Bahiagás (Companhia de Gás da Bahia) pelo Governo do Estado da Bahia, que é sócio majoritário e administra a empresa de economia mista.

Felizmente, o Diário Oficial do dia 15/09 cancela o edital. Pelo menos, por ora, a empresa, geradora de empregos e renda para o estado, está preservada desta medida equivocada. Mas os trabalhadores da Bahiagás e todos os cidadãos baianos precisam de um posicionamento definitivo do Governo de Estado em relação à empresa.

A Bahiagás gera riqueza para o Estado, graças ao empenho laboral de mais de 250 trabalhadoras e trabalhadores diretos e mais centenas de funcionários indiretos, que enfrentaram os últimos anos de crise econômica e pandemia sem reduzir a produtividade, e agora vivem a insegurança quanto ao futuro dos seus empregos diante do risco de privatização da empresa.
Além dos trabalhadores, toda uma cadeia produtiva é impactada por essa possibilidade que já representou desastres em outras áreas da economia brasileira.

O governo da Bahia foi o principal articulador do Consórcio do Nordeste e sempre defendeu o papel estratégico do setor de petróleo, gás e energia para o desenvolvimento regional. Compreendendo a importância deste setor e tendo ciência de que somente empresas estatais são capazes de colocar o desenvolvimento social como uma prioridade, é que o governo da Bahia ampliou a sua participação no capital social da Bahiagás. Outros estados do Nordeste também aumentaram a participação na referida companhia de gás.

É inadmissível que, às vésperas da eleição, o governo da Bahia conduza um projeto econômico contrário àquele apresentado pelo PT (Partido dos Trabalhadores) em seu programa de governo que está sendo avaliado pela população neste pleito nacional e estadual. A privatização de setores estratégicos, como petróleo e gás, é pauta da direita liberal e dos grupos econômicos internacionais que exploram a nação, mantendo um regime de desigualdades e dependências.

O PT sempre se posicionou contrário a tais privatizações.

Privatizar o patrimônio nacional, incluindo empresas públicas produtivas e rentáveis, que atuam em setores estratégicos, tem sido a opção da política neoliberal do governo Bolsonaro, conduzida de forma desastrosa pelo ministro Paulo Guedes. É este modelo o responsável pelo desestímulo à indústria brasileira, diminuição dos postos de trabalho, queda da renda, aumento do desemprego e, consequentemente, da miséria e da fome.

A população da Bahia espera do atual governador e também do próximo gestor do executivo estadual a coragem em proteger a economia sem ceder às pressões dos grupos que tentam dilapidar o patrimônio público e agravar a pobreza.

O governo do Estado da Bahia vai seguir coerente com o posicionamento da classe trabalhadora, representada pelo Partido dos Trabalhadores e pelas centrais sindicais, todas contrárias às privatizações, ou decidiu assumir a plataforma neoliberal representada por Guedes e sua sanha privatista?

Exigimos explicações por parte do governo da Bahia sobre tal medida, que não apresenta nenhum benefício para a vida daqueles que mais precisam de um Estado que produza riqueza, gere renda, estimule o emprego e garanta dignidade para a classe trabalhadora.

Diretoria do Sindiquímica Bahia

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