
Após meses de cobrança dos trabalhadores da Astral, da Braskem e da Comissão do Pool 1, foram instalados cinco banheiros químicos no transbordo utilizado pelas trabalhadoras e trabalhadores do complexo. A medida representa um avanço pontual diante da completa ausência de condições sanitárias mínimas, mas está longe de resolver o problema de forma definitiva.
O Sindiquímica Bahia, por meio de ofício encaminhado ao sindicato patronal, destacou as condições precárias do transbordo sem banheiros e sem cobertura adequada para dias de chuva ou de sol extremo, expondo os trabalhadores a situação de desconforto e risco à saúde.
O sindicato reconhece que a instalação dos banheiros químicos atende parcialmente a uma demanda urgente da categoria. No entanto, a entidade sindical reforça que se trata apenas de um paliativo adotado diante da omissão prolongada das empresas responsáveis pelo transporte.
A necessidade real e inadiável segue sendo a adoção de ônibus com banheiro na frota de turno, tanto do Pool 1 quanto da Braskem. Após jornadas extenuantes, trabalhadores e trabalhadoras enfrentam longos deslocamentos, sem acesso a banheiros durante o trajeto, o que fere a dignidade humana e as normas básicas de saúde e segurança no trabalho.
O Sindiquímica Bahia reafirma que seguirá cobrando, junto às empresas e ao sindicato patronal, a adoção de medidas permanentes. A luta agora se concentra na adequação da frota, com banheiros nos veículos, garantindo respeito, saúde e dignidade à categoria.
A entidade destaca ainda que direito básico não é concessão, e que somente a mobilização e a pressão coletiva têm sido capazes de arrancar avanços, ainda que parciais. A cobrança continua até que o paliativo dê lugar à solução definitiva.



