Extraturno: trabalhadores decidem priorizar a questão da saúde e segurança

Extraturno: trabalhadores decidem priorizar a questão da saúde e segurança

O Sindiquímica iniciou as assembleias com os trabalhadores do  turno da Braskem para tratar a questão do acordo do extraturno. A Braskem foi a primeira empresa a assinar o acordo. Já foram realizadas assembleias com os grupos das 07hx15h e 23h às 07h. Durante a assembleia, os dirigentes sindicais explicam os antecedentes históricos do extraturno, conteúdo do acordo e em que consiste o pleito. A questão é que se acumulam denúncias sobre o comportamento da Braskem em relação à política executada depois do acordo. Ano passado, a empresa descumpriu o acordo durante a parada de manutenção, gerando banco de horas e omitiu informações para evitar a negociação sobre o assunto.  Quando os trabalhadores reclamaram sobre a violação do acordo, a Braskem simplesmente decidiu demitir um operador.

O sindicato contratou um técnico de segurança que constatou diversas irregularidades na fábrica, especialmente na forma como está sendo a troca de turno. A Braskem é acusada de ter instalado os vestiários em locais inadequados e inseguros para reduzir o tempo da troca de turno, colocando em risco os trabalhadores. Por solicitação do sindicato, o técnico de segurança encaminhou um questionário a Braskem que se recusou a responder.

Por isso, nas assembleias, os trabalhadores estão aprovando o mesmo princípio que é cobrar a resposta da Braskem com os questionamentos enviados e priorizar o debate na segurança na passagem de turno e não nas consequências econômicas do extraturno.

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