Terceirizados da Bomix paralisam atividades contra o assédio moral

Terceirizados da Bomix paralisam atividades contra o assédio moral

Continuam as mobilizações de protesto contra a Bomix. Em 04 de fevereiro, os trabalhadores paralisaram as atividades por três dias contra as práticas de assédio moral e condutas abusivas da empresa. Nesta segunda-feira (18) foram os terceirizados da MAP, que presta serviços de limpeza.  Os trabalhadores estão concentrados no portão principal da empresa junto com o Sindicato de Limpeza (Sindilimp). O Sindiquímica presta solidariedade aos trabalhadores

A Bomix, reincidente em queixas de trabalhadores (as), desta vez proporciona um péssimo ambiente de trabalho a 23 funcionários terceirizados de limpeza da fábrica, os diretores da empresa são acusados pelos trabalhadores de praticarem situações de extremas de violência psicológica diariamente, alguns dos relatos são: os trabalhadores são conduzidos por seguranças para beberem água; os funcionários da limpeza não podem circular livremente pela fábrica, não por segurança, mas por discriminação; também não podem se alimentar na parte interna da fábrica, são obrigados a permanecerem todo o turno de trabalho com fome; os horário para irem ao banheiro são determinados pelos diretores, além de casos de trabalhadores serem impedidos de forma truculenta de falaram com parentes durante o expediente.

Assédio moral é crime! De acordo o artigo 186, do Código Civil Brasileiro “aquele que, por ato ilícito causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo”. Dessa forma, o assediador poderá ser responsabilizado civilmente pela pratica do assédio moral. Cabendo indenização a vítima, sendo material e também indenização moral.

Edson Conceição, diretor do Sindicato da Limpeza (Sindilimp) destaca que o respeito ao trabalhador é fundamental dentro de qualquer empresa. “Não vamos permitir desrespeito, nem preconceito com trabalhadores de manutenção de limpeza. Os relatos de abusos que os trabalhadores nos contaram que foram submetidos na empresa Bomix, eu não ouvi em 20 anos na luta sindical. E isso vai acabar”, afirma.

O Sindilimp tem total apoio da CUT Bahia e mantém a greve até seja realizada uma reunião de urgência entre o sindicato, a direção da empresa Bomix, a empresa terceirizada MAP e o Ministério Público para acertar medidas de melhoria de tratamento aos trabalhadores para uma ambiente de trabalho saudável ou quais ações judiciais terão de ser tomadas para obrigar a empresa Bomix cumprir a lei.

 

 

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