Trabalhadores da Cristal mobilizados contra aumento abusivo do plano de saúde

Trabalhadores da Cristal mobilizados contra aumento abusivo do plano de saúde

 Em meados do mês de janeiro, a direção da Cristal comunicou a decisão de reajustar os valores pagos pelos trabalhadores nas várias modalidades na tabela de Grande Risco do Bradesco Saúde. A decisão tomou os trabalhadores e o Sindiquímica de surpresa, pois nada tinha sido ventilado até então. Inclusive, nas reuniões com a direção da empresa o tema não era sequer colocado pela empresa. A proposta da empresa indignou os trabalhadores, já que o aumento do valor a ser pago chega a 246%, o que é um absurdo. Só para se ter uma ideia, quem paga atualmente R$ 9,00 na modalidade 1QNE passará a desembolsar R$ 31,9 mais 15% em cada consulta e 10% nos exames. Quem paga R$ 26,00 na modalidade 2QNT terá de pagar R$ 90,30 e mais 30% nas consultas e 20% nos exames. Em síntese, um operador que tem três dependentes no plano 2QNTE e que

 hoje paga R$ 104,00 de acordo com o aumento passará a ter de desembolsar, por mês, R$ 361,20, fora consulta e exames.

 

Além disso, o prejuízo é ainda maior, pois uma das opções do plano de saúda incluía apartamento, exceto o Hospital Aliança, porém essa opção foi excluída e o plano atual só dispõe de apartamento/quarto se for com o Hospital Aliança. Ou seja, quem desejar um plano apartamento/quarto terá que aderir ao plano com Hospital Aliança que, por óbvio, é bem mais caro. Desta forma, pela nova proposta, o paciente terá de se conformar em ficar internado na enfermaria. Ou seja, além de pagar muito mais, a qualidade do atendimento será piorada. Por fim, percebe-se que ou o trabalhador reduz a qualidade do plano que utiliza ou vai ter uma redução considerável em seu salário no final do mês.

O Sindiquímica vem se reunindo com a empresa e discutindo o assunto, mas sem obter avanços. Já os trabalhadores do turno e administrativo vêm realizando atos de protesto crescentes contra a decisão da Cristal.  As mobilizações vêm ganhando força e a categoria está disposta a paralisar as atividades, caso a Cristal continue insistindo nessa proposta. O sindicato gostaria de entender de onde veio essa fórmula de aumento abusivo do plano se o reajuste salarial da categoria ano passado foi de 3,62%? É um absurdo. Não tem lógica. Há muito tempo que o sindicato procura discutir o assunto com o SINPEQ (sindicato patronal), pois é o trabalhador que vem pagando o pato nessa dobradinha empresa e seguradora do plano.

O plano de saúde foi conseguido com muita luta e os trabalhadores não irão admitir perda na qualidade do plano ou aumento nos custos, pois direito se conquista e amplia e não se reduz. O sindicato esta aberto ao diálogo, mas a empresa necessita tomar uma atitude proativa e reavaliar essa decisão de aumento, inclusive pelo fato de que saúde é fundamental e um bom e acessível plano de saúde é importante para que os trabalhadores possam cuidar dela. Não a retirada ou redução de direitos!

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