Demitidos da Taurus continuam acampados em protesto ao fechamento da unidade em Simões Fi

Demitidos da Taurus continuam acampados em protesto ao fechamento da unidade em Simões Fi

Há mais de uma semana que os trabalhadores da Taurus, localizada em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), permanecem acampados no portão principal da empresa para garantir o pagamento das rescisões trabalhistas. O acampamento foi montado depois que a empresa anunciou a decisão de fechar a unidade e demitir os 78 trabalhadores, na segunda-feira (03).
Os demitidos pretendem continuar no local até que sejam atendidas todas as reivindicações encaminhadas à direção da empresa pelo Sindiquímica, que representa a categoria.
Os representantes da empresa, na Bahia, participaram de algumas reuniões com o sindicato, mas até agora nada foi resolvido. Eles responsabilizam o Conselho Administrativo pela condução do processo e falta de informação.
Além das rescisões dos desligados, os sindicalistas querem solução para os doentes ocupacionais e trabalhadores com estabilidade. Até o momento, a Taurus não informou como pretende resolver a situação desses casos especiais.
O Sindiquímica criticou o comportamento da Taurus porque não comunicou o desligamento dos funcionários. Poucos dias antes de anunciar o fechamento da unidade, a empresa tinha se reunido com os sindicalistas e o assunto sequer foi mencionado.
Preocupados com a extinção dos empregos no estado, o sindicato se reuniu com a secretaria estadual de Desenvolvimento Econômico (SDE), Luisa Maia, no dia 06. Dois dias antes os dirigentes sindicais tinham participado de uma reunião com o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico de Simões Filho, Djalma Machado. Esses gestores públicos manifestaram seu descontentamento com a direção da empresa que não emitiu documento oficial sobre o fechamento da unidade.
A falta de informação sobre os motivos que levaram a Taurus a parar de produzir na Bahia continua até agora. Oficialmente nada foi divulgado pela empresa. A unidade de Simões Filho produzia capacetes para motociclistas, mas o forte da Taurus é a fabricação de armas.
O sindicato suspeita que a empresa esteja criando condições para a fabricação de armas e por isso parou de produzir capacetes.
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