Dieese divulga estudo sobre o novo cenário da petroquímica

Dieese divulga estudo sobre o novo cenário da petroquímica

Em nota divulgada recentemente no Grave e reproduzida por jornais e blogs locais e nacionais, o Sindiquímica manifestou sua preocupação com o futuro do setor petroquímico depois da venda da Braskem para a holandesa LyondellBasell, conforme anunciado pela própria empresa. Já o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgou uma nota técnica sobre os efeitos dessa venda.  O órgão começa a nota explicando: Nos últimos dias, mais um episódio tem movimentado as discussões sobre a atual configuração da indústria petroquímica brasileira. O anúncio da negociação da venda da participação da Odebrecht na Braskem para a transnacional holandesa LyondellBasell deve alterar os rumos de toda a cadeia petroquímica mundial. A composição societária da Braskem, conforme relatórios da própria companhia, é formada basicamente pela participação da Odebrecht, que possui 50,1% do capital votante e 38,3% do capital total, e da Petrobras, detentora de 47,0% do capital votante e de 36,1% do capital total1. Em nota a petrolífera afirmou que caso a negociação seja finalizada com êxito, analisará os termos e condições da oferta, de maneira a avaliar o exercício dos seus direitos previstos no Acordo de Acionistas da Braskem S.A. De forma concreta, a Petrobras poderá exercer seu direito de preferência na compra da petroquímica ou direito de tag along2 (venda conjunta) o que vai ao encontro ao propósito de desinvestimentos da companhia.

A Odebrecht é um conglomerado empresarial brasileiro que atua principalmente nas áreas de construção e infraestrutura, energia, química e petroquímica. Fundada na Bahia, em 1944, e inicialmente voltada com exclusividade à construção civil, teve sua trajetória de ascensão impulsionada pela criação da Sudene - Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste -, que estimulava a industrialização do nordeste brasileiro, e pela execução de grandes obras públicas no período denominado “milagre brasileiro”. O esgotamento desse modelo econômico, no entanto, instigou-a à diversificação dos negócios e à expansão para outros países. Em 1979, a empresa cria a Odebrecht Perfurações Ltda., responsável pela perfuração de poços de petróleo, e adquire um terço do capital da Companhia Petroquímica Camaçari (CPC), seu primeiro investimento no setor petroquímico. Nas décadas seguintes, consolida-se como um grande conglomerado.

Em fins de 2014, as investigações da Operação Lava-Jato atingiram duramente os setores de petróleo e construção e, somadas à recessão da economia brasileira, resultaram em endividamento e falta de credibilidade para o Grupo Odebrecht. Para superar tais adversidades, a empresa adotou um plano que envolve a alienação de ativos, a reestruturação de dívidas e o fortalecimento da estrutura de capital de parte de seus negócios.

A Petrobras, também investigada na Lava-Jato, optou pela reestruturação de negócios e desinvestimentos. De acordo com seu último Plano de Negócios e Gestão (2018-2022), a meta da estatal é a venda de vários ativos entre os anos de 2017 e 2018, que devem totalizar US$ 21 bilhões. Nos últimos anos, a empresa tem focado seus negócios apenas no setor de energia e petróleo, suspendendo sua atuação em outros setores e reduzindo investimentos. No setor petroquímico, a Petrobras vendeu, em 2014, sua participação na Innova S.A. no Estado do Amazonas para a brasileira Videolar S.A., ao preço de R$ 870 milhões. Em 2017, realizou a venda de sua participação acionária na Companhia Petroquímica de Pernambuco (PetroquímicaSuape) e na Companhia Integrada Têxtil de Pernambuco (Citepe) para o Grupo Petrotemex S.A. de C.V. e para a Dak Americas Exterior, S.L, subsidiárias da mexicana Alpek, S.A.B. de C.V. (Alpek), pelo valor de R$ 1,5 bilhões.

Leia mais aqui na nota técnica do Dieese.

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