Trabalhadores preparam paralisação nacional em 10 de agosto

Trabalhadores preparam paralisação nacional em 10 de agosto

O cenário sombrio pós-golpe de 2016 só vai mudar com a mobilização popular. Isso viemos afirmando há algum tempo. Cabe aos trabalhadores, mais uma vez, a difícil tarefa de barrar os desmandos do governo ilegítimo de Michel Temer (MDB) que em dois anos colapsou o país. Por isso, as centrais sindicais convocam os trabalhadores para o Dia Nacional do Basta, em 10 de agosto, quando haverá protestos em todo Brasil contra a retirada de direitos. Na Bahia, na capital e no interior, os sindicatos preparam as paralisações, a partir das 5h. Em Salvador, uma caminhada sairá do Campo Grande à Praça Castro Alves, a partir das 14 horas. O Sindiquímica conclama os trabalhadores não só das suas bases mas do complexo industrial para que participem dos protestos no dia 10.

O golpe dado por Temer, com a justificativa de tirar o país da crise, aprofundou a miséria e as desigualdades entre ricos e pobres. Segundo o Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação de junho de 2016 a junho de 2018 chegou a 8%. No entanto, o gás de cozinha, nesse mesmo período, teve um reajuste de 25,9%; a gasolina comum subiu 24,4%; o etanol 20,9%; e o óleo diesel 14,2%. Além dos aumentos dos combustíveis, gêneros alimentícios também registraram alta nos últimos meses, segundo o Dieese. No Nordeste, as tarifas de energia elétrica aumentaram, em média, 17%.

Desemprego e informalidade são o retrato do mercado de trabalho na era Temer: 28 milhões querem trabalhar, mas não conseguem; 5 milhões desistiram de procurar. O país possuía 6,5 milhões de desocupados no final de 2014 e registrou, em maio de 2018, 13.2 milhões de desocupados (taxa de desocupação de 12,7%).

A terceirização irrestrita e a reforma trabalhista, aprovadas durante o governo golpista, precarizaram ainda mais as relações de trabalho. O fim da ultratividade das convenções e acordos coletivos de trabalho, a eleição da comissão de representantes dos trabalhadores no local de trabalho sem a participação do sindicato e a aprovação da norma que permite o negociado prevalecer sobre o legislado tende a intensificar, ainda mais, a retirada de direitos.

Por isso, no dia 10 de agosto, os trabalhadores e trabalhadoras realizarão paralisações, atrasos de turnos e atos para dar um basta aos desmandos do ilegítimo Temer.

 

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