Petroleiros aprovam greve geral contra desmonte da Petrobrás

Petroleiros aprovam greve geral contra desmonte da Petrobrás

Petroleiros iniciaram as mobilizações para a construção da greve geral da categoria, com parada de produção em todas as unidades do Sistema Petrobrás. A greve é contra o desmonte da empresa e a venda dos campos do pré-sal às empresas estrangeiras. Uma sangria que começou no governo golpista de Michel Temer (MDB), sendo que mais de 30 ativos da empresa foram privatizados. O presidente da Petrobrás, Pedro Parente, entregou à concorrência campos valiosos do pré-sal, redes de gasodutos do Sudeste e do Nordeste, termoelétricas, sondas de produção, usinas de biocombustíveis, distribuidoras de gás, além de participações no setor petroquímico.

Recentemente, anunciou a venda da Araucária Nitrogenados (Fafen-PR) e da Unidade de Fertilizantes-III (Fafen-MS) para a multinacional russa ACRON, e deu início ao processo de privatização das refinarias e da Transpetro, ofertando ao mercado 60% da Refap (RS), da Repar (PR), da Rlam (BA) e da Abreu e Lima (PE), em um pacote fechado que inclui ainda seis terminais aquaviários, seis terminais terrestres e 46 dutos.

Na Bahia, a empresa corre o risco de desaparecer, porque praticamente todos os ativos estão sendo vendidos, desde campos terrestres de produção de petróleo à Refinaria Landhulpho Alves (Rlam). O desmonte passa também pela entrega do Terminal Madre de Deus (Temadre) e das termoelétricas, além da desativação da Fábrica de Fertilizantes (Fafen).

É necessário barrar a entrega do patrimônio público e das riquezas nacionais às empresas estrangeiras. As mobilizações para a greve já começaram nesta semana. Na Bahia, na quarta-feira (23/05), o Sindipetro-BA realizou uma grande mobilização na Fafen, em Camaçari. As mobilizações vão continuar até o dia 25 em todas as unidades.

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) está convocando atos de resistência também para 07 de junho, data da 4ª Rodada de leilão de campos do Pré-Sal, e um novo Conselho Deliberativo no próximo dia 12, para apontar a data de início da greve e estratégias de controle de produção.

Os eixos da greve são:

Pela redução dos preços dos combustíveis e do gás de cozinha

Pela manutenção dos empregos e retomada da produção interna de combustíveis

Pelo fim das importações da gasolina e outros derivados de petróleo

Contra as privatizações e desmonte do Sistema Petrobrás

Além das mobilizações, na Bahia, o Sindipetro já realizou mais de 10 audiências públicas em várias cidades do interior para discutir o desmonte e privatização do Sistema Petrobrás e as consequências para os municípios e estado. Na audiência realizada na segunda-feira 21/05, na Câmara Municipal de Cardeal da Silva, foi aprovada uma mobilização, no dia 30/05, no campo de Balsamo.

O Sindiquímica se solidariza com a luta dos petroleiros e vem participando das atividades programadas pela FUP e seus sindicatos rumo à greve, cujos eixos de luta também defendemos!

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