Campanha salarial: Bahiagás ameaça retirar direitos

Campanha salarial: Bahiagás ameaça retirar direitos

O Sindiquímica lamenta a postura assumida pela direção da Bahiagás nas negociações da campanha salarial cujas propostas ameaçam retirar direitos históricos da categoria. Uma tentativa de implementar as alterações da CLT previstas na reforma trabalhista do golpista Michel Temer (MDB). Lamentável. Na segunda rodada de negociação ocorrida nesta terça-feira (17), que tratou as cláusulas de natureza econômica, a Companhia insistiu em retirar do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) o Adicional por Tempo de Serviço, não avançou em nenhum item da pauta de reinvindicação e ofereceu míseros 1,56% de reajuste para os itens econômicos. Mas não é só isso. O ataque às conquistas dos trabalhadores vai além do ACT e chegou também na negociação de PLR onde a Companhia tenta acabar com o piso previsto no acordo para favorecer gestores e diretores que já concentram a maior parte do montante distribuído na forma de PLR. Nesse sentido, parece que os diretores legislam em causa própria, pois a companhia não economizaria um centavo com essa proposta, apenas tiraria daqueles que recebem menos para pagar aqueles que já possuem maiores salários.

Os trabalhadores, em assembleia, já decidiram que não irão admitir nenhum retrocesso, nenhum direito a menos. O ATS é o único critério objetivo de progressão e que não depende de avaliações subjetivas feitas por gerentes que favorecem a uns e prejudicam a outros. A assembleia aprovou ainda que o piso da PLR está defasado e precisa ser reajustado, mas jamais poderá ser extinto.

Além dos ataques aos direitos, previstos no ACT, a gestão da Bahiagás criou um clima de perseguição e terror que está adoecendo vários trabalhadores. As câmeras da segurança patrimonial estão sendo utilizadas como instrumento para as questões trabalhistas, algo vedado pela legislação em vigor. Diversos trabalhadores denunciam serem vitimas de perseguição; inúmeras advertências e medidas disciplinares descabidas seguem se repetindo como rotina; sindicâncias e processos administrativos, sem qualquer sentido, são abertos para punir trabalhadores e alguns acabam não suportando tanta pressão e acabam adoecendo.

Nesta semana, o sindicato voltará a fazer assembleias com os trabalhadores para debater uma proposta de regulamentação de possíveis alterações no regime de trabalho que a empresa apresentou na última reunião de negociação, as cláusulas econômicas e traçar estratégias de mobilização para garantir que os trabalhadores sejam respeitados, nenhum direito seja usurpado e para garantir que os empregados tenham a tranquilidade de trabalhar e produzir em paz.

A próxima negociação acontecerá na terça-feira 24 e esperamos mudanças na postura da empresa, apresentando avanços.

Leia aqui a ata da reunião do dia 17/04

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