Trabalhadores na rua defendem Lula Livre

Trabalhadores na rua defendem Lula Livre

O ápice do golpe, iniciado com o impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT), foi atingido com a prisão ilegal e arbitrária do ex-presidente Lula. O juiz Sérgio Moro emitiu a ordem de prisão de Lula, na sexta-feira (06), menos de 24h depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) ter rasgado a Constituição Federal e negar o pedido antecipado de Habeas Corpus (HC) feito pela defesa do ex-presidente Lula. Trata-se de uma prisão política, sem qualquer respaldo legal. Bastou apenas a “convicção” dos juízes para condená-lo mesmo sem provas. Não há nada que comprove que o ex-presidente é proprietário do tríplex de Guarujá, como afirma Moro, apenas o depoimento de um diretor da OAS preso e que fez acordo de delação premiada. Se o judiciário fosse sério não condenaria ninguém baseado em delação premiada de quem está preso, sem nenhuma materialidade. O processo de Lula é uma das maiores fraudes jurídicas já vistas, um circo montado cujo objetivo é excluir Lula da corrida presidencial deste ano. Em todas as pesquisas Lula está disparado na frente dos demais candidatos.

Com isso, a elite golpista, apoiada pelo capital internacional, em especial os Estados Unidos, fecha o cerco para barrar os avanços conquistados pelo povo e implementados pelos governos Lula e Dilma no Brasil.

Nos anos 60 e 70, a estratégia utilizada pela elite foi derrubar os governos nos países em desenvolvimento, como era o Brasil, através de golpes militares. Na atualidade, a estratégia mudou para dar um ar de legalidade usando um parlamento majoritariamente corrupto e um judiciário partidarizado.

Solidariedade internacional

A indignação e revolta dos trabalhadores contra a prisão de Lula, na sexta-feira (06), tiveram grande repercussão no mundo. Chefes de estado e personalidades de vários países se solidarizaram com o ex-presidente Lula. Manifestações de protesto foram realizadas em todas as capitais brasileiras. Em São Bernardo do Campo (SP), o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC foi o local da resistência e de protestos contra Moro. No sindicato, milhares de trabalhadores permaneceram em vigília em defesa da democracia e de Lula. Afinal, foi a classe trabalhadora que ajudou a eleger Lula, um operário, presidente do Brasil, em 2002. Foi no seu governo que Lula tirou mais de 40 milhões de brasileiros da extrema pobreza e possibilitou o acesso à universidade aos filhos dos trabalhadores. Tudo graças a iniciativas como a valorização do salário mínimo, aos programas sociais como o Bolsa Família e à democratização do acesso ao crédito, a moradia, à saúde e à educação. A aprovação do seu governo chegou a 84% no fim de seu mandato. Por isso não há como negar o legado de Lula para o Brasil. É isso que incomoda a elite brasileira e tenta inviabilizar sua candidatura para que não concorra às eleições de outubro deste ano. Pois eleger Lula novamente significa resgatar a dignidade dos trabalhadores, restabelecer a democracia, devolver a soberania ao Brasil, reverter as privatizações, preservar nossas riquezas naturais e revogar a reforma trabalhista, que promove terceirização e a precarização generalizada das relações de trabalho, e a Emenda Constitucional 95 que congela o orçamento público e desmonta as políticas públicas  no país.

Por isso, neste momento, somente a união e mobilização dos trabalhadores vão deter a ofensiva das forças golpistas. É fundamental participar ativamente dos atos e protestos programados pelas centrais sindicais, Frente Brasil Popular e Povo Sem Medo em defesa da democracia e pela liberdade de Lula.

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