Bahiagás opta pelo caminho do confronto

Bahiagás opta pelo caminho do confronto

A direção da Bahiagás optou pelo caminho do confronto com os trabalhadores, dando por concluído os debates sobre as pendências do Acordo Coletivo. Isso mesmo, na negociação ocorrida nesta quinta-feira (14), a Companhia decidiu que a partir de agora só discutirá o processo da PLR e findou a campanha salarial. “Sendo assim e na impossibilidade momentânea de fechar o acordo, as relações de trabalho serão amparadas pela legislação vigente até que outro instrumento seja celebrado” foi registrado pela Bahiagás na ata da negociação.

Durante a reunião sequer aceitou discutir a contraproposta encaminhada pelos trabalhadores que rejeitaram a retirada do ATS (Adicional por Tempo de Serviço) para os futuros contratados. Esse benefício é uma conquista dos trabalhadores e o único critério objetivo de progressão que não depende de avaliações subjetivas dos gerentes para favorecer uns em e prejudicar outros.

O Sindiquímica reagiu a essa ofensiva patronal e deixou clara sua posição. É inadmissível uma empresa de economia mista, administrada pelo governo da Bahia, aplicar a reforma trabalhista com o fim da ultratividade da norma coletiva. A reforma trabalhista expressamente veda a ultratividade no art. 614, § 3º, da CLT. O resultado óbvio é que as conquistas remuneratórias conquistadas antes da Reforma tendem a virar pó, apenas pelo decurso do prazo. Esgotada a vigência, o empregador apenas precisa negar-se a negociar para que os benefícios caiam.

Ao aplicar a reforma trabalhista, a Bahiagás impõe a aceitação do Acordo Coletivo que retira direitos. Um absurdo. Na próxima semana, o Sindiquímica voltará a realizar assembleias com os trabalhadores desta vez para discutir as estratégias de mobilização. Não aceitamos a retirada de direitos nem a reforma trabalhista. E vamos pressionar a empresa para que volte atrás em seu posicionamento.

PLR

Na negociação de quinta-feira também foi tratado o Programa de Participação nos Lucros e Resultados. A empresa apresentou dados econômicos referentes ao status das metas no Lucro Líquido; na comercialização do gás, margem de contribuição e despesas gerais até abril deste ano, além dos investimentos até maio. O sindicato cobrou da empresa alternativas para o fim do piso da PLR.

Veja a ata aqui

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